BYD atinge marco histórico em 2025
A fabricante de automóveis chinesa BYD encerrou 2025 atingindo um recorde histórico de 4,6 milhões de veículos vendidos, ultrapassando a Tesla no segmento de carros elétricos. Este salto representa um crescimento de 7,1% em relação a 2024, fortalecendo a posição da BYD como uma das maiores potências do setor automotivo mundial.

Desempenho de dezembro acende alerta
Apesar do sucesso anual, os números de dezembro revelaram uma desaceleração preocupante: 414.784 veículos de passageiros vendidos, marcando uma queda de 18,6% em comparação ao mesmo mês de 2024. Este foi o quarto mês consecutivo de declínio, gerando preocupações entre investidores sobre o ímpeto da empresa para 2026.
Mudança no mix de vendas
Os veículos elétricos (BEVs) somaram 2,25 milhões de unidades em 2025, um aumento impressionante de 27,9%. No entanto, os híbridos plug-in (PHEVs) registraram 2,28 milhões de unidades, mas com uma queda de 7,9% em relação ao ano passado. Esta mudança evidencia que, pela primeira vez, os modelos 100% elétricos representam quase a metade das vendas totais da marca, subindo dos 41,5% de 2024 para 49,6% em 2025.
Expansão internacional como motor de crescimento
Com sinais de saturação no mercado chinês, o mercado internacional se tornou crucial para o crescimento da BYD. Pela primeira vez, a empresa superou a venda de um milhão de veículos fora da China, um aumento de 150,7% em relação a 2024. As vendas no exterior em dezembro também bateram recorde, com mais de 133 mil unidades.
Desafios para 2026 no horizonte
Analistas apontam três fatores principais que trazem incertezas para a BYD em 2026: a saturação do mercado chinês, com guerra de preços e novos concorrentes; o aumento de tarifas de importação na Europa e tensões políticas nos EUA; e a possível redução de subsídios governamentais para carros elétricos na China, que pode afetar significativamente as vendas.
A empresa, que desde 2022 fabrica exclusivamente veículos elétricos e híbridos, enfrenta agora o desafio de manter o crescimento de dois dígitos num cenário macroeconômico mais complexo.