O Novo Patamar de Preços: O Impacto no Mercado Automotivo
O mercado automotivo nos Estados Unidos atingiu um novo marco com a parcela média de um carro novo alcançando US$ 748, de acordo com um relatório recente da Experian. Este valor, que em conversão direta chega a aproximadamente R$ 3.650, reflete o aumento significativo nos custos de aquisição de veículos, comparável, muitas vezes, ao valor de um aluguel mensal.
Por Que a Parcela Média Atingiu Este Valor?
O relatório da Experian aponta que o preço médio de venda de um carro novo chegou a US$ 42.332. Esse aumento é impulsionado por uma taxa de juros média de 6,56%, resultando em pagamentos mensais mais altos. O que mais preocupa os especialistas é que esse valor se estabilizou na faixa dos US$ 740 desde o meio do ano, indicando uma permanência dos preços elevados que surgiram durante a pandemia.
Prazos Mais Longos: Uma Saída Inevitável
Para contornar as altas parcelas mensais, muitos consumidores recorreram a financiamentos mais longos. Atualmente, os empréstimos para automóveis têm uma média de 69 meses de duração — quase seis anos. Apesar de reduzir o valor mensal, esses prazos longos trazem o risco de pagamentos de juros totais mais elevados e a possibilidade do carro valer menos do que a dívida restante.
O Mercado de Carros Usados: Uma Alternativa Menos Acessível
Os compradores que buscam refúgio no mercado de seminovos também encontram preços elevados, com uma parcela média de US$ 532 para carros usados. As taxas de juros, neste caso, são ainda mais altas, com uma média de 11,40%</b% ao ano, significativamente acima das taxas para novos. O valor médio de transação para usados subiu para US$ 27.128.
Apenas 35% dos compradores de usados optaram por financiar, indicando que muitos preferem pagar à vista ou estão optando por não comprar, devido à falta de acessibilidade financeira.
O Cenário de Escalada de Preços
A escalada dos preços dos veículos não é uma tendência nova. Durante a década entre 2009 e 2019, houve um aumento constante nos valores financiados. Porém, o cenário realmente mudou entre 2020 e 2022, quando a pandemia de COVID-19 resultou em escassez de suprimentos, elevando drasticamente os custos. Já em 2022, as parcelas mensais haviam ultrapassado os US$ 700, e mesmo com a melhoria nas cadeias de suprimento, os preços não retornaram aos níveis anteriores.
Hoje, pagar algo em torno de US$ 750 por mês para um carro novo não é mais uma exclusividade de marcas de luxo ou de grandes picapes; tornou-se uma realidade para veículos médios e comuns, influenciando decisivamente o planejamento financeiro dos consumidores americanos.




