Exame médico na CNH: segurança em primeiro lugar
Renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode se tornar um processo complexo para motoristas brasileiros que enfrentam determinadas condições de saúde. A legislação de trânsito do Brasil, por meio do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), prevê exames de aptidão física e mental rigorosos com o objetivo de proteger a vida nas estradas. Por isso, algumas doenças podem criar obstáculos na hora de renovar esse documento essencial.
Epilepsia e condições convulsivas
Condições que envolvem a perda súbita de consciência, como a epilepsia, são vistas com grande cautela no contexto da segurança viária. Para continuar dirigindo, motoristas diagnosticados precisam provar que não tiveram crises por pelo menos um ano, apresentando laudo médico apropriado. Isso garante que eles estejam em tratamento contínuo e estável.
Doenças cardiovasculares graves
As doenças cardíacas, especialmente aquelas que podem causar desmaios ou arritmias não controladas, são consideradas altamente perigosas para condutores. Num cenário onde o coração desempenha um papel crucial, qualquer falha pode ser fatal. O médico perito terá que avaliar a capacidade funcional do coração antes de autorizar a emissão ou renovação da CNH.
Diabetes e hipoglicemias severas
Embora ser diabético não seja um impeditivo por si só, episódios de hipoglicemia grave, que causam confusão mental e até perda de consciência, podem impedir a renovação da CNH. O histórico clínico do condutor será avaliado e, até que as crises sejam estabilizadas, a renovação pode ser suspensa.
Distúrbios psiquiátricos
A saúde mental é igualmente importante, pois transtornos psiquiátricos podem comprometer o julgamento e a reação rápida necessária ao dirigir. Condições como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão, se não controladas adequadamente, requerem avaliação médica rigorosa. São necessários laudos psiquiátricos que atestem a estabilidade do quadro para garantir um ambiente seguro para todos.
Doenças neurológicas degenerativas
Doenças progressivas como Parkinson e Alzheimer afetam coordenação motora e reflexos. Em muitos casos, conduzir um veículo se torna inviável à medida que a doença progride. A avaliação por um médico perito determinará se o condutor mantém as condições mínimas para seguir dirigindo.
Esses critérios muitas vezes geram debates sobre sua justiça e eficácia, mas são considerados essenciais para a segurança de todos. Se você ou um familiar já enfrentou dificuldades com a renovação da CNH, é fundamental procurar aconselhamento médico especializado.




